sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lei do Progresso



      Sem a preocupação de descermos a pormenores, fa­remos neste capítulo uma síntese da escala evolucional dos Espíritos.
           Com este objetivo, organizamos o seguinte gráfico:

           CATEGORIA DOS ESPÍRITOS:
                            {Sublimados à {Notável superioridade moral e intelectual.
                            {Elevados      à {Fraternidade, conhecimento, humildade, boa vontade.
                            {Inferiores     à {Egoísmo, orgulho, preguiça, maldade.
      
   Espíritos sublimados serão aqueles que se revelam possuidores de notável superioridade moral e intelectual, denotando plenitude espiritual, harmonia com a Lei.
 Encarnados ou não, transitam pelos caminhos do mundo à maneira dos sóis que refulgem nos planos si­derais.
São muito raros e irradiam bondade e compreensão, sabedoria e amor, revelando-se capazes dos maiores sa­crifícios a benefício da felicidade alheia.
Serão, evidentemente, os poucos missionários cuja vida apostolar se destaca da vulgaridade terrestre.
 Recentemente o mundo conheceu um desses subli­mados Espíritos na pessoa do Mahatma Gandhi, cujo extremado amor à Humanidade foi algo de extraordiná­rio e sublime.
 A nossa geração deve sentir-se honrada em ter res­pirado o mesmo oxigênio que o excepcional líder espiri­tual respirou.
Biografado por escritores e jornalistas, em todos os lances de sua vida apostolar está aquele sentido cristão da fraternidade que poucas criaturas possuem.
 Era simples e bom, com espontaneidade.
 São de Gandhi as seguintes palavras, reveladoras do seu elevado altruísmo:
«Detesto os privilégios e monopólios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.»
Muito poucas pessoas, no mundo inteiro, podem pro­ferir com real e efetiva sinceridade tais palavras.
Soltá-las ao vento é muito fácil; senti-las, entre­tanto, é assaz difícil.
 Se Gandhi assim falou, assim viveu e assim morreu.
 Haja vista o misérrimo patrimônio material que legou aos familiares ao cair morto ante as balas de Nathuran Vignayt Godse: uma caneta-tinteiro, um relógio de pul­so e a paciente cabra que lhe fornecia o leite indispen­sável à alimentação.
Ao lado, entretanto, de tão irrisório patrimônio dei­xou o Mahatma Gandhi o mais rico e extraordinário exemplo de como se deve conduzir o cristão, no sentido mais amplo que essa palavra possa ter, a indicar à Hu­manidade os iluminados rumos da fraternidade.
Cristo, pedra angular da civilização do porvir, teve em Gandhi um grande discípulo, exemplificador de sua Doutrina.
De outra vez dissera:
«Minha alma não terá paz enquanto for testemunha impotente duma só injustiça ou duma só miséria.»
O extraordinário chefe espiritual da Índia porfiou, incessantemente, para que milhões de compatriotas seus tivessem um pouco de felicidade.
Dava de si, antes de pensar em si mesmo.
Lutou sempre para que todos os desgraçados tives­sem direito a um lugar ao Sol.
Referindo-se às suas futuras reencarnações (Gandhi acreditava nas vidas sucessivas), afirmou:
«Não desejo voltar a esta vida; mas, se tiver de renascer, peço a Deus que me faça um pária. Que possa compartilhar de seus sofrimentos e humilhações, e que me seja dado libertar-me a mim e a eles de tão miserá­vel condição.»
De Gandhi disse Einstein, outro sublimado Espírito que vem de retornar, também, à Pátria Sideral:
«Dificilmente as gerações do futuro acreditarão que passou - pelo mundo, em carne e osso, um homem como Gandhi.»
Espírito sublimado será todo aquele que superar as limitações humanas.
Aquele que, harmonizando-se com a Lei, adquirir a plenitude espiritual.
O Espírito sublimado irradiará sempre, em todas as circunstâncias, sabedoria e misericórdia.
Gandhi pode, sem dúvida, figurar entre os raros Es­píritos que têm palmilhado, sublimadamente, as estradas da Terra.

Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva

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