Sem a preocupação de descermos a pormenores, faremos neste capítulo uma síntese da escala evolucional dos Espíritos.
Com
este objetivo, organizamos o seguinte gráfico:
CATEGORIA DOS ESPÍRITOS:
{Sublimados à {Notável superioridade
moral e intelectual.
{Elevados à {Fraternidade,
conhecimento, humildade, boa vontade.
{Inferiores à {Egoísmo,
orgulho, preguiça, maldade.
Espíritos sublimados serão
aqueles que se revelam possuidores de notável superioridade moral e
intelectual, denotando plenitude espiritual, harmonia com a Lei.
Encarnados ou não, transitam
pelos caminhos do mundo à maneira dos sóis que refulgem nos planos siderais.
São muito raros e irradiam
bondade e compreensão, sabedoria e amor, revelando-se capazes dos maiores sacrifícios
a benefício da felicidade alheia.
Serão, evidentemente, os
poucos missionários cuja vida apostolar se destaca da vulgaridade terrestre.
Recentemente o mundo
conheceu um desses sublimados Espíritos na pessoa do Mahatma Gandhi, cujo
extremado amor à Humanidade foi algo de extraordinário e sublime.
A nossa geração deve
sentir-se honrada em ter respirado o mesmo oxigênio que o excepcional líder
espiritual respirou.
Biografado por escritores e
jornalistas, em todos os lances de sua vida apostolar está aquele sentido
cristão da fraternidade que poucas criaturas possuem.
Era simples e bom, com
espontaneidade.
São de Gandhi as seguintes
palavras, reveladoras do seu elevado altruísmo:
«Detesto os
privilégios e monopólios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.»
Muito poucas pessoas, no
mundo inteiro, podem proferir com real e efetiva sinceridade tais palavras.
Soltá-las ao vento é muito
fácil; senti-las, entretanto, é assaz difícil.
Se Gandhi assim falou, assim
viveu e assim morreu.
Haja vista o misérrimo
patrimônio material que legou aos familiares ao cair morto ante as balas de
Nathuran Vignayt Godse: uma caneta-tinteiro, um relógio de pulso e a paciente
cabra que lhe fornecia o leite indispensável à alimentação.
Ao lado, entretanto, de tão
irrisório patrimônio deixou o Mahatma Gandhi o mais rico e extraordinário
exemplo de como se deve conduzir o cristão, no sentido mais amplo que essa
palavra possa ter, a indicar à Humanidade os iluminados rumos da fraternidade.
Cristo, pedra angular da
civilização do porvir, teve em Gandhi um grande discípulo, exemplificador de
sua Doutrina.
De outra vez dissera:
«Minha alma não
terá paz enquanto for testemunha impotente duma só injustiça ou duma só
miséria.»
O extraordinário chefe espiritual da Índia porfiou,
incessantemente, para que milhões de compatriotas seus tivessem um pouco de
felicidade.
Dava de si, antes de pensar
em si mesmo.
Lutou sempre para que todos
os desgraçados tivessem direito a um lugar ao Sol.
Referindo-se às suas futuras
reencarnações (Gandhi acreditava nas vidas sucessivas), afirmou:
«Não desejo
voltar a esta vida; mas, se tiver de renascer, peço a Deus que me faça um pária.
Que possa compartilhar de seus sofrimentos e humilhações, e que me seja dado
libertar-me a mim e a eles de tão miserável condição.»
De Gandhi disse Einstein,
outro sublimado Espírito que vem de retornar, também, à Pátria Sideral:
«Dificilmente as
gerações do futuro acreditarão que passou - pelo mundo, em carne e osso, um
homem como Gandhi.»
Espírito sublimado será todo
aquele que superar as limitações humanas.
Aquele que, harmonizando-se
com a Lei, adquirir a plenitude espiritual.
O Espírito sublimado irradiará
sempre, em todas as circunstâncias, sabedoria e misericórdia.
Gandhi pode, sem
dúvida, figurar entre os raros Espíritos que têm palmilhado, sublimadamente,
as estradas da Terra.
Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva
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