sexta-feira, 15 de junho de 2012

Espíritos Elevados e Espíritos Inferiores


ESPÍRITOS ELEVADOS

Classificamos como elevados os que, encarnados ou desencarnados, revelam noções de fraternidade, conheci­mento, humildade e boa vontade.
São os Espíritos cujos bons sentimentos predominam sobre os maus sentimentos.
São Espíritos ou pessoas nos quais são mais frequen­tes ações elevadas do que as inferiores.
Trabalham e servem, no apostolado cristão, todavia ainda são passíveis de queda.
Em fase de aprendizado edificante, retornarão à Terra, «em cujo seio se corporificarão, de novo, no futuro, através do instituto universal da reencarnação, para o desempenho de preciosas tarefas».
Não podemos exigir deles qualidades que somente transparecem dos Espíritos que já atingiram a sublimação absoluta», pois, conforme acentua Áulus(Instrutor espíritual de andré Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade"), guardam ainda consigo probabilidades naturais de desacerto».
Reingressando no vaso físico, sofrer-lhe-ão as limi­tações e podem ser vítimas de equívocos».
Tal observação, considerando o objetivo deste estudo, leva-nos a meditar sobre o erro em que incidem muitos companheiros do nosso movimento ao pretenderem, in­fantilmente, atribuir aos Instrutores Espirituais pleno co­nhecimento de todos os assuntos.
Os Espíritos são, simplesmente, criaturas humanas desencarnadas.
Se dotados de senso de responsabilidade, falarão ape­nas sobre aquilo que se encontra na órbita dos seus próprios conhecimentos.
Não peçamos, pois, aos instrutores aquilo que eles não nos podem dar.

ESPíRITOS INFERIORES

Temos, por fim, os Espíritos que, somente para efeito de estudo, foram classificados como Inferiores.
Considerando a nossa posição espiritual também de­ficitária, o termo mais próprio será “Espíritos menos esclarecidos”, vinculados ainda às paixões do mundo.
Neles a predominância, em toda a linha, é dos sen­timentos inconfessáveis.
Excepcionalmente praticam uma boa atitude, como que a significar que, centelha divina, os princípios supe­riores imanentes aguardam o concurso do Tempo.
Não será o tempo mitológico, que destrói e arruina, mas o Tempo que proporciona ensejo a que o Espírito humano se edifique e alcance, vitorioso, os altiplanos da perfeição.
Os Espíritos inferiores se revelam pelo egoísmo, pela ignorância, pelo orgulho, pela preguiça e pela intempe­rança, em qualquer dos seus aspectos.
São companheiros que necessitam do amparo dos mais esclarecidos.
Não devemos esquecer que os atuais Espíritos ele­vados ou sublimados já passaram igualmente por esse mesmo estágio evolutivo, de inferioridade.
Gandhi e Einstein, Francisco de Assis e Sócrates foram, também, na recuada noite dos milênios, criaturas ignorantes.
Sob o impulso inelutável do progresso, lei que abran­ge todos os seres, acumularam expressivas energias no misterioso mundo de suas individualidades eternas, para se erguerem, afinal, como verdadeiras estátuas de luz.
Os Espíritos inferiores de hoje precisam, pois, do braço amigo dos vanguardeiros do Bem, a fim de que sejam, amanhã, almas redimidas e sublimadas.
O criminoso de ontem é o santo de hoje.
O celerado de hoje será, amanhã, abençoado anjo.
Se em nossos trabalhos mediúnicos recebemos com alegria a visitação dos Espíritos elevados, não deve ser menor o nosso júbilo quando baterem à porta dos agru­pamentos mediúnicos, através de incorporação turbulenta ou dolorosa, irmãos que ainda perambulam nas regiões de sombra e aflição.
A ironia e o menosprezo não podem nem devem fazer parte do programa assistencial mediúnico.
Maltratar ou ironizar um Espírito sofredor ou endu­recido é tão condenável e antifraterno quanto recusar­mos, em nossa porta, o pedaço de pão ao faminto ou o copo de água ao sedento.
O serviço mediúnico é, a nosso ver, sementeira de esclarecimento.
Os atormentados de todos os matizes devem encon­trar, nas tarefas mediúnicas, em toda a sua plenitude, a consoladora promessa de Jesus.
«Vinde a mim, ó vós que vos achais aflitos e sobre­carregados, eu vos aliviarei.»

Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva

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