ESPÍRITOS
ELEVADOS
Classificamos como elevados os que, encarnados ou desencarnados, revelam
noções de fraternidade, conhecimento, humildade e boa vontade.
São os Espíritos cujos bons sentimentos predominam sobre os maus
sentimentos.
São Espíritos ou pessoas nos quais são mais frequentes ações elevadas do
que as inferiores.
Trabalham e servem, no apostolado cristão, todavia ainda são passíveis de
queda.
Em fase de aprendizado edificante, retornarão à Terra, «em cujo seio se
corporificarão, de novo, no futuro, através do instituto universal da
reencarnação, para o desempenho de preciosas tarefas».
Não podemos exigir deles qualidades que somente transparecem dos Espíritos
que já atingiram a sublimação absoluta», pois, conforme acentua Áulus(Instrutor espíritual de andré Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade"), guardam
ainda consigo probabilidades naturais de desacerto».
Reingressando no vaso físico, sofrer-lhe-ão as limitações e podem ser
vítimas de equívocos».
Tal observação, considerando o objetivo deste estudo, leva-nos a meditar
sobre o erro em que incidem muitos companheiros do nosso movimento ao
pretenderem, infantilmente, atribuir aos Instrutores Espirituais pleno conhecimento
de todos os assuntos.
Os Espíritos são, simplesmente, criaturas humanas desencarnadas.
Se dotados de senso de responsabilidade, falarão apenas sobre aquilo que
se encontra na órbita dos seus próprios conhecimentos.
Não peçamos, pois, aos instrutores aquilo que eles não nos podem dar.
ESPíRITOS
INFERIORES
Temos, por fim, os Espíritos que, somente para efeito de estudo, foram
classificados como Inferiores.
Considerando a nossa posição espiritual também deficitária, o termo mais
próprio será “Espíritos menos esclarecidos”, vinculados ainda às paixões do
mundo.
Neles a predominância, em toda a linha, é dos sentimentos inconfessáveis.
Excepcionalmente praticam uma boa atitude, como que a significar que,
centelha divina, os princípios superiores imanentes aguardam o concurso do
Tempo.
Não será o tempo mitológico, que destrói e arruina, mas o Tempo que
proporciona ensejo a que o Espírito humano se edifique e alcance, vitorioso, os
altiplanos da perfeição.
Os Espíritos inferiores se revelam pelo egoísmo, pela ignorância, pelo
orgulho, pela preguiça e pela intemperança, em qualquer dos seus aspectos.
São companheiros que necessitam do amparo dos mais esclarecidos.
Não devemos esquecer que os atuais Espíritos elevados ou sublimados já
passaram igualmente por esse mesmo estágio evolutivo, de inferioridade.
Gandhi e Einstein, Francisco de Assis e Sócrates foram, também, na recuada
noite dos milênios, criaturas ignorantes.
Sob o impulso inelutável do progresso, lei que abrange todos os seres,
acumularam expressivas energias no misterioso mundo de suas individualidades
eternas, para se erguerem, afinal, como verdadeiras estátuas de luz.
Os Espíritos inferiores de hoje precisam, pois, do braço amigo dos
vanguardeiros do Bem, a fim de que sejam, amanhã, almas redimidas e sublimadas.
O criminoso de ontem é o santo de hoje.
O celerado de hoje será, amanhã, abençoado anjo.
Se em nossos trabalhos mediúnicos recebemos com alegria a visitação dos
Espíritos elevados, não deve ser menor o nosso júbilo quando baterem à porta
dos agrupamentos mediúnicos, através de incorporação turbulenta ou dolorosa,
irmãos que ainda perambulam nas regiões de sombra e aflição.
A ironia e o menosprezo não podem nem devem fazer parte do programa assistencial
mediúnico.
Maltratar ou ironizar um Espírito sofredor ou endurecido é tão condenável
e antifraterno quanto recusarmos, em nossa porta, o pedaço de pão ao faminto
ou o copo de água ao sedento.
O serviço mediúnico é, a nosso ver, sementeira de esclarecimento.
Os atormentados de todos os matizes devem encontrar, nas tarefas
mediúnicas, em toda a sua plenitude, a consoladora promessa de Jesus.
«Vinde a mim, ó vós que vos achais aflitos e sobrecarregados, eu vos
aliviarei.»
Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva
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