sábado, 28 de abril de 2012

Anseio de Comunicação

          Todos nós temos ansiado por uma comunicação dos entes queridos, que já estão de volta ao Plano Espiritual.
          Como facilitar esse intercâmbio e de que maneira manter acesa a chama do amor entre nós e os que nos precederam nessa jornada?
          Realmente é assunto que nos transcende, mas hoje com toda a informação que temos dentro da Doutrina Espírita, podemos ficar mais tranquilos porque os amigos de Paz e de Luz tem nos trazido várias formas de continuarmos nos comunicando com esses nossos familiares e amigos queridos do nosso coração.
          Um desses amigos, o Dr. Bezerra de Menezes, tem nos informado de maneira exaustiva quanto a esse concurso e mais uma vez nos trouxe palavras de franco consolo para que possamos está seguros de que eles nos ouve e estão conosco a cada instante de nossas vidas.
          Fala-nos o Dr. Bezerra de Menezes pela instrumentalidade de Francisco Cândido Xavier:

INTERAÇÃO

          Comumente indagais pelo modo de vos identificardes com os seres queridos que vos antecederam na viagem para a Grande Renovação.
          Entendamos.
          O Mais Além não é tão longe do vosso campo de experiência e aqueles a quem, na Terra, impropriamente categorizamos por "desaparecidos" não se encontram assim tão "ausentes".
          Achamo-nos todos interligados, nas mesmas esperanças e realizações.
          Se chorais os que partem do mundo, quase sempre os que partem do mundo lastimam os que ficam nele.
E a sede do reencontro é o laço a que nos prendemos reciprocamente, apesar das dimensões diferentes de matéria em que nos fixamos.
          Fácil entender, assim, que conseguireis desfrutar a convivência com os entes queridos, já desenfaixados do envoltório físico, pelo cultivo dos ideais e atividades a que se afeiçoam ou dos quais pretendem a desejada iniciação.
          Se quase todos nós, quando no mundo, nos observamos inaptos para a Vida Espiritual, os que começam a trabalhar por ascensão e melhoria, na Vida Espiritual, ainda se encarceram mentalmente nos propósitos e lembranças do campo terrestre, necessitando - quantos de nós! - prosseguir na aquisição de méritos para o acesso a estágios superiores de evolução.
          Se vos propondes, dessa forma, ao convívio mais direto com as criaturas queridas domiciliadas no Mais Além, ofertai a elas os vossos braços a serviço da fraternidade e do entendimento.
          Associai-vos com os entes inesquecíveis nas tarefas do bem puro e simples, considerando-se que o bem será sempre, nos fundamentos da vida, o bem que pudermos criar no amparo aos outros, de vez que unicamente a felicidade que fizermos, em favor do próximo, reverterá para nós, no tempo, a fim de ser a nossa própria felicidade.
          Em síntese: doai àqueles a quem consagrais vosso afeto o melhor de vossas forças para a edificação do Mundo Mais Feliz e reconhecereis que todos estarão mais profundamente vinculados ao vosso amor, sustentando-vos, cada vez mais seguramente, para o reencontro em Plano Maior e Melhor, na conquista da alegria sem pausa e da união para sempre.

                                                                             * * *

          Esta carta foi psicografada há 38 anos e ainda hoje em plena segunda década do 3º milénio, temos dificuldades de perceber a existência de nossos entes queridos ao nosso lado.
          Ainda vemos espetáculos em círculos igrejeiros, falar de espíritos maliguinos, belzebú, satanás, etc... sem perceberem que estão falando de seus entes queridos, que tentam aproximar-se, de qualquer maneira, para nos alertar, dos caminhos que estamos seguido, levando a nossa vida para um abismo sem fim; as vezes, processos, que levará séculos, para resgatarmos novamente uma consciência equilibrada na qual, estamos todos, no presente momento.
          Que Deus, nosso Pai, nos assegure campos seguros para nossa tarefa diária.

Bibliografia: Caminhos de Volta, psicografia de Francisco Cândido Xavier/Espiritos Diversos

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais Caridade

A Questão da Caridade

          Certa feita, antes da reunião, so amigos e convidados que chegavam aos montes na casa do grande Médium Chico Xavier, lá em Uberaba pelo ano de 1974/75, comentava-se sobre os problemas da caridade no mundo contemporâneo. Vários companheiros afirmavam que o progresso da economia afastaria a penúria da Terra. Ouros se reportavam a congresso recentemente realizado no Exterior para resolver os problemas da fome. Naquele ano de 1974, foi realizado em Roma, o congresso da FAO.
          Em pleno assunto, todos foram chamados às tarefas marcadas. E após a costumeira prece, O Evangelho Segundo o Espiritismo trouxe a público para estudo o item 10 do capítulo XV. Após os comentários gerais eis que surge o mentor espíritual de Chico, Emmanule, analisando o tema e que referenciou no papel pela psicografia do médium a pagina "Mais Caridade" e que nos remete assim:

                                                                          * * *

          Não digas que a prosperidade material, só por si, afastaria do mundo o ministério da caridade.

          Não obstante o progresso tecnológico, que vai descobrindo novos processos de solução aos problemas do Plano Físico, a renovação plenetária como que nos exige na Terra, mais caridade, à vista dos novos necessitados que repontam hoje de todas as procedências.

          Deixa que o coração se te enterneça e vê-los-ás sem dificuldade: os que não se ajustaram aos impactos, por vezes cruéis da evolução e choram inibidos nas retaguardas;

          os que se viram obrigados à repentina desvinculação dos entes queridos e sofrem aflitivas sensações de abandono;

          os que não puderam compreender a transformação dos familiares, frequentemente chamados a experiências difíceis e se marginalizam em desespero;

          os que acreditaram em felicidade sem deveres e se encarceraram em sombrios cativeiros de espírito;

          os que se amedrontaram perante os encargos da vida e se extraviaram no parque dos medicamentos de misericórdia que a Divina Providência reservou aos doentes graves;

          os que se isolaram emtrincheiras amoedadas, caindo em tédio e desalento;

          os que foram entregues, desde o berço, à falsa liberdade, adormecendo em perigosos enganos e despertaram, sem qualquer defesa intíma, nos pesadelos de passadas reencarnações;

          os que agonizam com todos os recursos da assistência remunerada, suspirando por algum apoio espiritual que os auxilie para a Grande Mudança;

          os que converteram alegria e lazer em remorso e arrependimento;

          e aqueles outros muitos que não encontraram o valor da dificuldade e do sofrimento e armam-se contra si próprios, nas labirintos da autodestruição.

                                                                          * * *

          Não digas que o progresso possa realizar a supressão da caridade, porque, em qualquer parte do Universo, onde se destaque essa ou aquela necessidade da vida, a caridade surgirá sempre por presença de Deus. 


Do Livro: Caminhos de Volta
Autor: Francisco Cândido Xavier/Espiritos Diversos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MEDITAÇÃO

                                                               MEDITAÇÃO


                          Sou filho de Deus e herdeiro da Criação.
                          O Amor, divina luz, fulgura em mim.
                          Meus pensamentos renovam-me em ação incessante.
                          Cresço para a perfeição com o meu trabalho de cada dia.
                          Respiro em comunhão com a vida infinita.
                          Vivo entre meu Pai e meus irmãos, no silêncio e na atividade.
                          Valho-me do discernimento para encontrar a verdade pela porta do bem.
                          Estou aprendendo a encontrar a Infinita Sabedoria em todas as situações, seres e coisas do meu caminho.
                          Minha vontade é a minha bússola no mar da experiência.
                          Procuro no próximo a melhor parte.
                          Esqueço todo o mal.
                          Recebo as dificuldades como lições.
                          Transformo-me naquilo que imagino.
                          Reconheço que devo render culto a Providência Divina, servindo aos outros.
                          A alegria é o meu clima.
                          A confiança é o meu processo de realizar.
                          Teço invisíveis laços para a materialização dos meus desejos.
                          Todas as criaturas me ensinam algo de belo e útil.
                          Agir para o bem fazer é a minha obrigação incessante.
                          Em Deus tudo posso.

terça-feira, 17 de abril de 2012

HOMENAGEANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS


Cessaram, por fim, as lutas fratricidas, desencadeadas pela Revolução de 89 e as que o
Terror houvera insculpido em forma de marcas terríveis no organismo da sociedade, abrindo
espaço para o vandalismo que pretendera expulsar Deus da França...
Apesar disso, os direitos do homem surgiram das derrotadas ambições apaixonadas dos
grupos hostis, fazendo tremular nos altiplanos do pensamento a mensagem de esperança para as
criaturas.
As tubas guerreiras também silenciaram por um momento, quando o Corso se fez coroar
imperador, na Catedral de Notre-Dame, no dia 2 de dezembro de 1804, ao som comovido do coral
de duzentas vozes que entoava Pompa e circunstância, especialmente composta para a festividade,
à qual comparecera o Papa Pio VII.
O século das luzes raiava então sob claridades diamantinas e as hostes do Consolador
utilizaram-se da ocasião, a fim de que mergulhassem na névoa carnal os Espíritos de escol,
encarregados de resgatar o progresso da Humanidade e de promover a felicidade dos seres.
Dois meses antes, no silêncio natural que a trégua das belicosidades facultara, reencarnou-se o mártir de Constança, que retornava das cinzas da fogueira hedionda em que tivera o corpo
consumido em 1415, para instaurar a Era Nova, nas roupagens de Allan Kardec.
Cientistas destinados a desalgemar as pesquisas dos rigores da escravidão religiosa; filósofos designados para ampliar as áreas do pensamento obscurecido pela ignorância; artistas com
propósitos de estabelecer o romantismo, e mais tarde quebrarem as frias linhas do rígido
academicismo; religiosos enobrecidos pelo exemplo, incumbidos de libertar o Cristianismo das
aberrações dogmáticas; fisiologistas e psiquiatras com domínio do conhecimento mais profundo do
ser, programados para desempenhos da sua dignificação como da diminuição dos seus sofrimentos;
investigadores da vida nas suas várias expressões, com tarefas de decifrar o microcosmo e a vida
bacteriana, assim como outros heróis da evolução, desceram ao círculo de sombras do mundo, para
preparar e estabelecer a Nova Era, na qual o pensamento do Cristo penetraria a razão e se firmaria
na conduta dos indivíduos, facultando o surgimento de uma Ciência de observação, cujos
paradigmas especiais estabeleceriam uma Filosofia de comportamento moral e religioso compatível com o desenvolvimento intelectual do ser humano e da sociedade.
Nesse campo rico de sementes de luz, que germinavam em abençoada seara, Allan Kardec
apresentou O Livro dos Espíritos, no dia 18 de Abril de 1857.
Na Paris de então, quando as idéias surgiam pela alvorada, amadureciam ao meio-dia e
feneciam ao entardecer, o conteúdo desse livro magistral fincou bases duradouras e enfrentou os
aranzéis costumeiros, permanecendo irretocável pelos tempos do porvir.
Apresentando, por primeira vez, uma fé racional, que pode enfrentar a razão em todas as
épocas da Humanidade, portanto, legítima, os seus ensinamentos têm a ver com os mais diferentes
ramos da Ciência, propondo uma nobre Filosofia espiritualista, rica de otimismo e bem-estar, cujos
alicerces se fundam na ética-moral proposta por Jesus.
Enquanto desvitalizadas, as doutrinas religiosas do passado ofereceram seiva ao materialismo que trombeteava as suas vanglórias embora de curta duração, o Espiritismo veio para iluminar e acalmar as consciências em sombras e tormentos, propondo o modelo do homem de bem, ideal, que se faz construir com os equipamentos do amor, do conhecimento e da experiência em torno da própria imortalidade.
Estudando Deus e o Infinito, a matéria e o Espírito, a Criação, o princípio vital, as causas dos
sofrimentos, a encarnação, a desencarnação e a reencarnação, aprofunda análise em torno do
intercâmbio espiritual, dos fenômenos que dizem respeito ao sonambulismo e ao êxtase, ao sono e
aos sonhos, às Leis que regem a vida, às esperanças e consolações, revelando-se como a maior
síntese do pensamento a respeito do Universo, da vida, dos seres e da sua evolução, causando
impacto cultural e firmando novos conceitos nas páginas vivas da História, marco decisivo para a
transformação que começou a operar-se no planeta terrestre.
Antes desse livro incomum, obras demarcatórias dos períodos de cultura, ética e civilização
abriram espaços especiais para o pensamento.
Reconhecendo-lhes o valor e a oportunidade quando foram apresentadas, O Livro dos
Espíritos é a ponte entre o passado e o futuro, num ininterrupto presente, no qual o conhecimento
em evolução encontra as causas que o explicam nas várias expressões em que se revela.
Avançando com o progresso, suas lições não foram ultrapassadas, antes têm sido
confirmadas em profundidade e significado, preenchendo as lacunas existentes a respeito da
causalidade do Universo e da Criação.
Linha mestra da Doutrina Espírita, dele se derivam as quatro outras Obras que formam o
edifício cultural do Espiritismo, tornando-se fonte inexaurível de sabedoria e de conforto, dantes
jamais encontrada em algum outro conhecido.
Na atualidade, cento e cinquenta e cinco anos transcorridos, após acompanhar a evolução da Física newtoniana para nuclear e quântica; da Biologia para a exuberante Embriogenia; da nascente
eletricidade para a eletrônica; da Química para as extraordinárias análises radioativas; dos
fenômenos psíquicos para os parapsicológicos, psicobiofísicos, psicotrônicos e da transcomunicação
instrumental; das viagens de tração animal, a motor de explosão para as conquistas da astronáutica;
do telégrafo a fio para as telecomunicações; do fonógrafo incipiente para as técnicas da digitação,
somente têm sido confirmadas suas teses, algumas das quais ínsitas nas suas páginas com admirável
antecedência e precisão...
Enfrentando as teorias de Charles Darwin, de Spencer, de Russel Wallace - que se tornou
espírita -, de Schopenhauer, de Nietzsche, de Kant, do marxismo, do niilismo, as hecatombes das
duas guerras mundiais, a decadência da fé religiosa, tem sustentado o seu arquipélago doutrinário
com equilíbrio, deslumbrando as mentes de ontem como as de hoje pela força das suas
conceituações e exatidão dos seus postulados, engrandecendo-se mais ainda ao exaltar Jesus como o guia e modelo da Humanidade, o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem.
Profundamente agradecido a Allan Kardec, o eminente Codificador do Espiritismo,
homenageamos O Livro dos Espíritos pelo transcurso do seu centésimo quinquagésimo quinto aniversário de publicação, exorando as bênçãos de Deus para que o seu fanal seja alcançado, qual o de construir o homem feliz do futuro, livre da dor e das paixões envilecedoras.

                                                                                                                                                       VIANNA DE CARVALHO
__________
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 3-2-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador - BA.)

domingo, 15 de abril de 2012

Considerações de Kardec - Demônios e Exorcismo

          Francisco Cândido Xavier, nos presenteou um livro muito instrutivo, como são os 412 livros de sua mediunidade abençõada. Mas, esse livro me chamou atenção por ser mensagens dos Espíritos Esclarecidos que vieram abnegadamente nos instruir para a vida, não só desse plano mas para todos os planos de vida em nosso planeta.
          O livro se chama "Caminhos de Volta" da Sociedade Civil Editora, do Grupo GEEM, foi editado em 1975.
          E entre tantas mensagens de espíritos diversos, esse tema comentado por Emmanuel, seu espírito protetor, encontramos realmente um esclarecimento que deve ser postado para esclarecer a tantos que não tem acesso a esse tema e com tamanha elucidação.
          Chico começa nos dizendo que em várias conversações que tiveram ocasião de comentar os noticiários da imprensa sobre dêmonios e exorcismos e que, por ter o asunto sido muito debatido e que também a ele não escapou de tecer opiniões sobre as ocorrências.
          Acontece que , na reunião pública, que eles realizavam semanalmente para estudo do Livro dos Espíritos, caiu a questão 131 e Emmanuel escreveu a pagina "Demônios e Exorcismo".
          Como Emmanuel trata do tema, expressando-se nas mesmas considerações de Allan Kardec, achamos que deveria mesmo ser divulgado e novamente promover esse conhecimento mais alargadamente. Evidentemente, que não temos a intenção aqui, encerrar nem fazer dessa a verdade absoluta sobre esse tema, será muito mais uma fresta de luz para a nossa acanhada cultura.
          O que nos diz Emmanuel sobre Demônios e Exorcismo:
                                                                      
                                                                         ***

          Em vários setores da atualidade revive-se a figura do demônio, no estilo da Idade Média, e articulam-se processos de exorcismo a fim de lhe conjurar a presença.
          Entretanto, no assunto, vale revisar os conceitos Kardequianos emitidos há mais de um século (refer-se ao Livro dos Espíritos de Allan Kardec, publicado em 1857. No mês de Abril/2012, está fazendo 155 anos de publicado ou seja, um século e meio).
          Dêmonios, no sentido que a civilização corrente empresta ao vocábulo, não são seres votados pela Sabedoria Divina à prática do mal, e sim espíritos humanos que se desequilibraram em atitudes infelizes perante a vida. Podem estar domiciliados em faixas de sombras do Mundo Espiritual, em correlação com o Plano Físico ou em núcleos residenciais da Terra mesmo. Desencarnados e encarnados.
          E, para entendermos o exorcismo, basta que nos detenhamos no estudo da hipnose e do reflexo condicionado para recolher as melhores conclusões quanto ao poder da influência.
          O homem sempre necessitou de apoiar-se em símbolos de amor e fé, autoridade e responsabilidade para facear com segurança as forças que se lhe conservam desconhecidas.
          Tanto na paisagem terrestre, quanto na paisagem espiritual, seja no estágio físico ou nos períodos de tempo, antes e depois da permanência no corpo de matéria mais densa, a personalidade humana, em determinados degraus da estrada evolutiva, frenará os impulsos de agressividade exagerada, ou buscará encorajamento nas próprias fraquezas, em sinais e palavras, imagens e sons que lhe recordem os dispositivos de proteção mental a que habitualmente se submeta ou recorra, nos lances das próprias experiências.
          À vista disso, é fácil compreender que a pessoa humana, quando fora das leis de harmonia e burilamento que nos regem os destinos, será sempre uma criatura de emoções transitoriamente deterioradas, criando tribulações no lugar em que se encontre.
          E, por outro lado, não é dificil perceber que o exorcismo, na base dos agentes magnéticos e dos valores da memória, é sempre uma alavanca de emergência capaz de remover influências infelizes.
          Na raiz do problema, em suma, encontramos a necessidade de considerar os chamados "espíritos das trevas" por irmãos verdadeiros, requisitando compreensão e auxílio a fim de se remanejarem do desajuste para o reequilíbrio neles mesmos. Entendendo-se ainda que o melhor e o mais alto processo de transformá-los em definitivo, será sempre a prática do amor, através da qual todos nós, os espíritos em evolução no campo terrestre, estamos sendo orientados, treinados, instruídos, educados e sublimados pela abnegação incessante dos Sábios Angélicos da Espiritualidade, em nossa marcha progressiva para Deus.

Nota do blogue:
          Esta pagina, nos traz, um dos mecanismos educativos, mais altruísta que já pude ter acesso no que diz respeito à demônios e exorcismo.
          Medite sobre isso e dê a sua opinião.


   

sexta-feira, 13 de abril de 2012

VISÃO NOVA

          Você pergunta quais as primeiras sensações do "eu", além da morte, e eu devo dizer, antes de tudo, que é muito dificíl entender, na carne, o que se passa na vida espiritual.
          As ilusões da vida comum são demasiado espessas para que o raio da verdade consiga varar, de pronto, a grossa camada de véus que envolve a mente humana.
          Há vastíssima classe de pessoas que se agarram a situações interrompidas pelo túmulo coom o desespero somente comparável às crises da demência total.
          Para nós, entretanto, que possuimos algum discenimento, por força da autocrítica, que não somos nem santos nem criminosos, as impressões iniciais de além-túmulo são de quase aniquilamento.
          Só então percebemos a nossa condição de átomos conscientes. A nossa frente, os valores diferem numa sucessão de mudanças imprevisíveis. Há transformações fundamentais em tudo que nos cerca.
          O que nos agrada é, comumente, razão para dissabores, e o que desprezávamos passa a revestir-se de importância máxima.
          A intimidade com os outros mundos, tão celebrada por nós, os espiritistas, continua a ser, como sempre, um grande e abençoado sonho... De quando em quando, o obreiro prestimoso, na posição do aprendiz necessitado de estímulo, é agraciado com uma ou outra excursão de mais largo vôo, mas sempre condicionado a horário curto e a possibilidades restritas de permanência fora de seu habitat, o que também ocorre aos investigadores da estratosfera que vocês conhecem aí: viagens apressadas e rápidas, com limitação de ausência e reduzidos recursos de sustentação.
          Incontestavelmente, grande vultos da humanidade gloriosamente vivem em outros climas celestes; mas, falando da esfera em que nos encontramos, conpete-me afirmar que é ainda muito remota para nós qualquer transferência definitiva para outros lares suspensos da nossa comunidade  planetária. Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, importantes companheiros da Terra, no sistema presidido pelo nosso Sol, acham-se a milhões e milhões de quilômetros. A própria Lua, considerada dependência terrestre, rola centenas de milhares de quilômetros.
          E as constelações mais próximas?
          Você já imaginou o que seja o Espaço, esse domínio imenso, povoado de forças espirituais que ainda não conseguimos compreender em seus simples rudimentos? Já calculou o que seja esse plano infinito, onde a luz viaja com a velocidade de trezentos mil quilômetros por segundo?
          Francamente, hoje creio que um homem, dentro do nosso reino solar, é, comparavelmente, muito menor que uma formiga no corpo ciclópico da montanha onde se oculta.
          Sentindo-nos, assim, quase na condição de ameba pensante, somos, depois do transe carnal, naturalmente constrangidos a singulares metamoforses do senso íntimo. Sempre nos supomos figuras centrais no mundo e acreditamos ingenuamente que o nosso desaparecimento pertubará e curso dos seres e das coisas; contudo, no dia imediato ao de nossa partida, quando é possível observar, reparamos que os corações mais afins com o nosso providenciam medidas rápidas para a solução de quaisquer problema nascidos de nossa ausência.
          Se deixamos débitos sob resgate, pesamentos pungentes daí se desfecham sobre nós, cercando-nos de aflições purgatoriais; e se algum bem material legamos aos decendentes, é preciso invocar a serenidade para contemplarmos sem angústia os tristes aspectos mentais que se desenham ao redor do espólio.
          A vida, porém, prossegue impertubável, e nós precisamos acompanhar-lhe o ritmo na ação renovadora e constante.
          Somos, assim, atribulados por enormes problemas.
          Não será mais possível prosseguir com as ilusões a que nos agarrávamos entre os conceitos provisórios e os títulos convencionais, e nem podemos, de imediato, penetrar nos serviços da Espiritualidade Superior, por nos faltarem credenciais de luz íntima, com amor e a sabedoria por bases.
          Resta-nos, pois, diante das transformações inelutáveis da morte, recomeçar humildemente aqui o velho curso de aperfeiçoamento moral, reaprendendo antigas lições de simplicidade e de serviço; e, quando nos comunicamos entre os homens de boa-vontade, é natural não sejamos os espíritos iludidos de ontem, mas os discípulos da verdade, no presente imperecível, edificados na integração mais perfeita com os princípios de Jesus, nosso Mestre e Senhor, não obstante a nossa demora multi-secular em pleno jardim da infância.

Pagina escrita pelo espírito de Inácio Bittencourt
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Do Livro: Falando a Terra.

Nota do autor do Blogger:
          Esta visão nova que nos trás o companheiro de trabalho de labuts Doutrinárias, agora do outro lado onde se encontra, nos informa como é dificil esse transpasse e o retorno ao equilíbrio de suas funções psíquica, mesmo para aqueles que dedicaram parte ou toda a sua vida com a preocupação de desvendar o lado obscuro da morte.
          Não é outra a intençãodesses nobres homens que viveram em nossa contemporaneidade e que como nós também necessitava ganhar o pão de cada dia e nem por isso, deixou de se preocupar com os menos favoráveis, desvendando os mistérios das diferenças sociais explicada pela Doutrina Espírita através da Lei da Reencarnação.
          Portanto, muito temos ainda o que agradecer esses desbravadores desse novo mundo, porque levantou o véu de nossos olhos e de nossa consciência.
Que a paz do nosso mestre Jesus ampara e ilumine esses luminares da nova era o terceiro milênio o mileênio do espirito, da vida da eternidade.






quarta-feira, 11 de abril de 2012

PENSAR NO IDIOMA

          Quando o estudante busca aprender e praticar uma língua diferente da que lhe é própria pelo nascimento, esforça-se em disciplinas diversas.
          Horário adequado.
          Apadtação ao professor.
          Ingresso em cultura estranha.
          Consultas a novas autoridades.
          Entretanto, para senhorear o idioma, não pode ater-se ao movimento de superfície.
          Não adianta decorar-lhe o extenso vocabulário.
          Não basta possuir-lhe a gramática.
          Não vale apenas lê-lo com certa facilidade.
          Não é suficiente a capacidade de fazer traduções e versões.
          É preciso conquistar a elaboração mental na língua, e, portanto, pensar nela, sem o que todo o conhecimento respectivo se fará incompleto.
          "Pensar no Idioma" é "viver com ele".

                                                  *

          Quando a criatura busca aprender e praticar o Espiritismo, esforça-se igualmente em disciplinas diversas.
          Frequencia às reuniões doutrinárias.
          Adesão aos princípios superiores.
          Acesso a novos hábitos.
          Estudo reedificante.
          Entretanto, para assimilar o Espiritismo, ninguém pode permanecer nos movimentos de superfície.
          Não adianta recitar-lhe os ensinamentos.
          Não basta reter-lhe os livros nobres.
          Não vale apenas saber comentá-lo em palestras de salão.
          Não é suficiente confessar-se alguém adepto apaixonado, por haver encanado uma perna ou aliviado essa ou aquela víscera doente.
          É preciso mentalizar o Espiritismo e raciocinar com ele, sem o que toda a experiência espírita se fará incompleta.

                                                 *
          Certifique-se de semelhante verdade e não faça da Doutrina Espírita um mapa de fenômenos em que você possa acreditar, mas sim um código de verdade em que você pode, deve e precisa viver...

Pelo Espirito de Valerium
Do livros: Bem-Aventurados os Simples.
Psicografia de Waldo Vieira.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Moléstia da Alma

                                                        Moléstia da Alma

          Muitas pessoas tem distúrbios de comportamento, mental e emocional. As pessoas são acostumadas e até mesmo incentivadas, pelos mais diversos meios de comunicação a tomar ansiolíticos, antidepressivos e verifica-se que não há melhora no estado íntimo de cada um. Viver sentimentos contraditórios: excessos de alegria ou de tristeza, agitação ou apatia, idéias fixas ou dispersivas e ainda chegar a pensar que está obsediado. Sofrer de constantes crises de medo e de desconfiança sem motivo algum. Considera-se um ser bom, nunca faz mal a ninguém e anda se perguntando porque esse mal estar e esse assedio impiedoso? Que fazer para livrar-se da agressão dessas entidades infelizes?

                                                                      *

          Pois bem meu amigo, se você se identificou com algum desses sintomas ou quase todos, verdadeiramente tem uma fogueira de aflição queimando junto a seu peito e você sente estranha aura ao redor de sua mente.

          Enquanto você não assumir a responsabilidade por tudo o que lhe está acontecendo, não econtrará a verdadeira cura para a sua alma. Não se deve criar um mundo de explicações falsas, culpando os espíritos pela infelicidade e desarmonia vivenciadas. Isso é distorcer o real sentido dos acontecimentos. Você não pode culpar os outros por suas emoções e sensações, sob pena de nada aprender sobre si mesmo. Aceitar a total responsabilidade por sua vida é a forma mais fácil de resolver dificuldades íntimas, mas certamente é uma tarefa que não se realiza da noite para o dia. A auto responsabilidade e o significado verdadeiro das coisas submetem-se mutuamente; são itens existênciais inseparáveis.

          Obsessão é moléstia da alma. Quando você compreender a simultaneidade que existe entre influências espirituais negativas e seus atos e pensamentos íntimos, mais rapidamente dissolverá o elo existente entre eles. A lei da compensação se perpetua até que o homem tenha resolvido suas ações equivocadas e se engajado no legítimo fluxo das leis universais. Para cada conduta ou atitude errada a natureza solicita uma contra-ação que a equilibre.

          Na vida estamos tecendo uma malha existêncial. A cada nova situação se interligam os fios que começamos a utilizar nas experiências anteriores. Não podemos simplesmente anular o passado, mas podemos reformulá-lo e redirecioná-lo para a luz.

          O percurso de um novo dia é, inevitavelmente influenciado pelas experiências e ações dos dias precedentes.

          A aflição para você, tem sabor de eternidade, mas em breve, ela poderá desaparecer. Basta procurar nos princípios espíritas os apontamentos lógicos e a exata orientação de que necessita para se libertar do desequilíbrio mental/emocional - causa principal de sua obsessão.

          As reuniões mediúnicas auxiliarão em muito a higienizar e restaurar a atmosfera fluídica de sua aura, contaminadas por energias deletérias ali armazenadas. Provavelmente serão afastadas as entidades que atuam em seu dia-a-dia; mas se você não modificar seu modo de pensar e agir, abandonando suas limitações, elas ou outras companhias desagradáveis poderão retornar.

          Sua mente guarda, zelosamente, fatos, informações, ideias e conceitos. Sua memória é o registro fiel de tudo quanto ocorreu com você através dos tempos, tanto no corpo físico quanto fora dele. Você cria a própria realidade com sua mente.

          Na verdade, você "veste" as emoções e os pensamentos dos espíritos e coopera na assimilação das sensações aflitivas lançadas sobre seu corpo astral. Você é um canal de expressão, e em sua intimidade, estão todas as matrizes de seus desarranjos. Suas emoções são semelhantes às fases da lua: ora "crescente", ora "minguante".

          Não se esqueça também de que você é o único responsável pelas forças negativas que sugam suas energias e tentam dominar sua casa mental. Não existe fatalidade em sua vida, apenas atração e repulsão, conforme sua afinidade.

          Na esfera física como na espiritual só se percebe e age em um espaço delimitado, quer dizer, cada pessoa atua segundo seu grau de consciência ou de consonância à sua faixa vibratória.

          Na esquina da vida, você é um pedinte e suplica a esmola da paz. Mas, lembre-se de que é igualmente uma usina de forças, recebendo, doando e assimilando o magnetismo de outros seres, encarnados ou não. Os espíritos desequilibrados que estão ao seu redor apenas exploram suas fraquezas. Buscam pontos vulneráveis, envolvendo-o negativamente em seu baixo padrão vibracional. Portanto, ninguém tem o poder de transformar sua mente, a não ser que você ceda diante da perturbação.

          Quando você diz que é um ser humano bom, que nunca fez mal a ninguém, acredita estar vivendo um ato de injustiça. Porventura, já se perguntou: faço mal a mim mesmo? Será que respeito meus direitos pessoais? Considero minhas necessidades tão importantes quanto as dos outros?

          Para você se livrar das agressões dessas entidades, procure encontrar a área de sua vida que está mais insegura e fragilizada. Reforce-a e inicie um trabalho interior.

          Desfaça a necessidade de querer dos outros o que deve providenciar por si mesmo. Isso o aproximará da libertação. Pouco a pouco, a aflição que lhe atormenta os sentidos se esvairá, e experimentará uma força nova que brotará do seu interior, equilibrando seus sentimentos descompensados.

Obs.: Esse ensinamento foi prestado pelo espírito de Lourdes Catherine, entre tantos que ainda teremos por aqui.
Nos informa o médium Francisco do Espírito Santo Neto, por sinal, quem psicografou essa mensagem, que é uma amiga benfeitora espiritual que dedica à divulgação do Bem à luz do Evangeljo redentor.
Pseudônimo de Catherine de Vertus, viveu no século XVII e pertenceu a uma família aristocrática da Bretanha (França). Em 1669, tornou-se noviça no convento de Port-Royal des Champs (Vale de Chevreuse), a fim de compreender Deus, através do retiro junto à Natureza, e de encontrá-Lo no santuário da própria alma. Ideal que se concretizou plenamente. Dedicou-se não somente a religião , mas às letras e à arte com entusiasmo e grande empenho.
No século XIX em sua mais recente encarnação, viveu em Bordeaux, onde se tornou espírita convicta, após assistir a uma palestra de Allan Kardec em 1861, por ocasião de sua visita de divulgação doutrinária àquela cidade, no Sul da França. A partir desse encontro com o mestre de Lyon, prossegue, initerruptamente, a tarefa de orientar as criaturas para Jesus, através do Espiritismo.
De Planos mais Altos, Lourdes Catherine continua entregando seu coração em favor daqueles que aspiram seguir em direção da Espiritualidade Superior e incentivando a fé cristã em todos os que trabalham para a edificação de um Mundo Melhor.

Aguardemos novos ensinamentos de nossa Amiga Espiritual e que possamos interiorizar seus ensinamentos para vivermos com mais segurança e tranquilidade!

Que o nosso Mestre Jesus nos ampare sempre!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Resumo dos Principais Pontos da Doutrina Espírita


Resumo dos Principais Pontos da Doutrina Espírita
Autor: Allan Kardec

Os seres que se comunicam designam-se, a si mesmos, como o dissemos, sob o nome de Espíritos ou de Génios, tendo pertencido, pelo menos alguns, a homens que viveram na Terra. Eles constituem o mundo espiritual, como nós constituímos, durante a nossa vida, o mundo corporal.
Resumimos assim, em poucas palavras, os pontos mais importantes da Doutrina que eles nos transmitiram, a fim de respondermos mais facilmente a algumas objeções.
“Deus é eterno, imutável, imaterial, único, todo-poderoso, soberanamente justo e bom.”
“Criou o universo, que compreende todos os seres animados e inanimados, materiais e imateriais.”
“Os seres materiais constituem o mundo visível ou corporal; os seres imateriais, o mundo invisível ou espírita, ou seja, dos Espíritos.”
“O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistindo e sobrevivendo a tudo.”
“O mundo corporal é apenas secundário, poderia deixar de existir ou nunca ter existido, sem alterar a essência do mundo espírita.”
“Os Espíritos vestem temporariamente um corpo material perecível, cuja destruição pela morte lhes devolve a liberdade.”
“Entre as diferentes espécies de seres corporais, Deus escolheu a espécie humana para a encarnação dos Espíritos que atingiram um certo grau de desenvolvimento, o que lhe dá a superioridade moral e intelectual sobre os outros.”
“A alma é um Espírito encarnado, sendo o corpo apenas o seu envoltório.”
“Há três coisas no homem:
1ª) O corpo ou ser material semelhante ao dos animais e animado pelo mesmo princípio vital;
2ª) A alma ou ser imaterial, Espírito encarnado no corpo;
3ª) O laço que une a alma ao corpo, princípio intermediário entre a matéria e o Espírito.
“Assim, o homem tem duas naturezas: pelo corpo participa da natureza dos animais, dos quais tem os instintos; pela alma participa da natureza dos Espíritos.”
“O laço ou perispírito que une o corpo e o Espírito é uma espécie de envoltório semi material. A morte é a destruição do envoltório mais grosseiro. O Espírito conserva o segundo, que constitui para ele um corpo etéreo, invisível para nós no estado normal, mas que pode tornar-se algumas vezes visível e mesmo tangível, como ocorre no fenômeno das aparições.”
“O Espírito não é, portanto, um ser abstrato, indefinido, que somente o pensamento pode conceber; é um ser real, definido, que, em alguns casos, pode ser reconhecido, avaliado pelos sentidos da visão, da audição e do tato.”
“Os Espíritos pertencem a diferentes classes e não são iguais em poder, inteligência, saber e nem em moralidade. Os da primeira ordem são os Espíritos superiores, que se distinguem dos outros pela sua perfeição, seus conhecimentos, sua proximidade de Deus, pela pureza de seus sentimentos e seu amor ao bem: são os anjos ou Espíritos puros. Os das outras classes não atingiram ainda essa perfeição; os das classes inferiores são inclinados à maioria das nossas paixões: ao ódio, à inveja, ao ciúme, ao orgulho, etc. Eles satisfazem-se no mal; entre eles há os que não são nem muito bons nem muito maus, são mais trapaceiros e importunos do que maus, a malícia e a irresponsabilidade parecem ser sua diversão: são os Espíritos desajuizados ou levianos.”
“Os Espíritos não pertencem perpetuamente à mesma ordem. Todos melhoram ao passar pelos diferentes graus da hierarquia espírita. Esse progresso ocorre pela encarnação, que é imposta a alguns como expiação15 e a outros como missão. A vida material é uma prova de que devem suportar várias vezes, até que tenham atingido a perfeição absoluta. É uma espécie de exame severo ou de depuração, de onde saem mais ou menos purificados.”
“Ao deixar o corpo, a alma retorna ao mundo dos Espíritos, de onde havia saído, para recomeçar uma nova existência material, depois de um período mais ou menos longo, durante o qual permanece no estado de Espírito errante16.”
“O Espírito deve passar por várias encarnações. Disso resulta que todos nós tivemos muitas existências e que ainda teremos outras que, aos poucos, nos aperfeiçoarão, seja na Terra, seja em outros mundos.”
“A encarnação dos Espíritos dá-se sempre na espécie humana; seria um erro acreditar que a alma ou o Espírito pudesse encarnar no corpo de um animal*.”
“As diferentes existências corporais do Espírito são sempre progressivas e o Espírito nunca retrocede, mas o tempo necessário para progredir depende dos esforços de cada um para chegar à perfeição.”
“As qualidades da alma17, isto é, as qualidades morais, são as do Espírito que está encarnado em nós; deste modo, o homem de bem é a encarnação do bom Espírito, e o homem perverso a de um Espírito impuro.”
“A alma tinha sua individualidade antes de sua encarnação e a conserva depois que se separa do corpo.”
“Na sua reentrada no mundo dos Espíritos, a alma reencontra todos aqueles que conheceu na Terra e todas as suas existências anteriores desfilam na sua memória com a lembrança de todo o bem e de todo o mal que fez.”
“O Espírito, quando encarnado, está sob a influência da matéria. O homem que supera essa influência pela elevação e pela depuração de sua alma aproxima-se dos bons Espíritos, com os quais estará um dia. Aquele que se deixa dominar pelas más paixões e coloca todas as alegrias da sua existência na satisfação dos apetites grosseiros aproxima-se dos Espíritos impuros, porque nele predomina a natureza animal.”
“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes globos do universo.”
“Os Espíritos não encarnados ou errantes não ocupam uma região determinada e localizada, estão por todos os lugares no espaço e ao nosso lado, vendo-nos numa presença contínua. É toda uma população invisível que se agita ao nosso redor.”
“Os Espíritos exercem sobre o mundo moral e o mundo físico uma ação incessante. Eles agem sobre a matéria e o pensamento e constituem uma das forças da natureza, causa determinante de uma multidão de fenômenos até agora inexplicável ou mal explicada e que apenas encontram esclarecimento racional no Espiritismo.”
“As relações dos Espíritos com os homens são constantes. Os bons Espíritos atraem-nos e estimulam para o bem, sustentando-nos nas provações da vida e ajudando-nos a suportá-las com coragem e resignação. Os maus sugestionam-nos para o mal; é um prazer para eles ver-nos fracassar e assemelharmo-nos a eles.”
“As comunicações dos Espíritos com os homens são ocultas ou ostensivas. As comunicações ocultas ocorrem pela influência boa ou má que exercem sobre nós sem o sabermos; cabe ao nosso julgamento discernir as boas das más inspirações. As comunicações ostensivas ocorrem por meio da escrita, da palavra ou outras manifestações materiais, muitas vezes por médiuns que lhes servem de instrumento.”
“Os Espíritos manifestam-se espontaneamente ou por evocação. Podem-se evocar todos os Espíritos, tanto aqueles que animaram homens simples como os de personagens mais ilustres, qualquer que seja a época em que viveram, os de nossos parentes, amigos ou inimigos, e com isso obter, por meio das comunicações escritas ou verbais, conselhos, ensinamentos sobre sua situação depois da morte, seus pensamentos a nosso respeito, assim como as revelações que lhes são permitidas fazer-nos.”
“Os Espíritos são atraídos em razão de sua simpatia pela natureza moral do ambiente em que são evocados. Os Espíritos superiores satisfazem-se com reuniões sérias em que dominam o amor pelo bem e o desejo sincero de receber instrução e aperfeiçoamento. A sua presença afasta os Espíritos inferiores que, caso contrário, encontrariam aí livre acesso e poderiam agir com toda a liberdade entre as pessoas levianas ou guiadas somente pela curiosidade. Em todos os lugares onde se encontram maus instintos, longe de obter bons conselhos, ensinamentos úteis, devem-se esperar apenas futilidades, mentiras, gracejos de mau gosto ou mistificações, visto que, frequentemente, eles tomam emprestado nomes veneráveis para melhor induzir ao erro.”
“Distinguir os bons dos maus Espíritos é extremamente fácil. A linguagem dos Espíritos superiores é constantemente digna, nobre, repleta da mais alta moralidade, livre de toda paixão inferior; seus conselhos exaltam a sabedoria mais pura e sempre têm por objetivo o nosso aperfeiçoamento e o bem da humanidade. A linguagem dos Espíritos inferiores, ao contrário, é inconsequente, muitas vezes banal e até mesmo grosseira; se por vezes dizem coisas boas e verdadeiras, dizem na maioria das vezes coisas falsas e absurdas por malícia ou por ignorância. Zombam da credulidade e divertem-se à custa daqueles que os interrogam ao incentivar a vaidade, alimentando os seus desejos com falsas esperanças. Em resumo, as comunicações sérias, no verdadeiro sentido da palavra, apenas acontecem nos centros sérios, cujos membros estão unidos por uma íntima comunhão de pensamentos, visando ao bem.”
“A moral dos Espíritos superiores resume-se, como a de Cristo, neste ensinamento evangélico: ‘Fazer aos outros o que quereríamos que os outros nos fizessem’, ou seja, fazer o bem e não o mal. O homem encontra neste princípio a regra universal de conduta, mesmo para as suas menores ações.”
“Eles ensinam-nos que o egoísmo, o orgulho e a sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; que o homem que se desliga da matéria já neste mundo, desprezando as futilidades mundanas e amando o próximo, se aproxima da natureza espiritual; que cada um de nós deve tornar-se útil segundo as capacidades e os meios que Deus nos colocou nas mãos para nos provar; que o forte e o poderoso devem apoio e proteção ao fraco, pois aquele que abusa de sua força e de seu poder para oprimir seu semelhante transgride a Lei de Deus. Enfim, ensinam que no mundo dos Espíritos nada pode ser escondido, o hipócrita será desmascarado e todas as suas baixezas descobertas; que a presença inevitável, em todos os instantes, daqueles com quem agimos mal é um dos castigos que nos estão reservados; que ao estado de inferioridade e de superioridade dos Espíritos equivalem punições e prazeres que desconhecemos na Terra.”
“Mas também nos ensinam que não há faltas imperdoáveis que não possam ser apagadas pela expiação. Pela reencarnação, nas sucessivas existências, mediante os seus esforços e desejos de melhoria no caminho do progresso, o homem avança sempre e alcança a perfeição, que é a sua destinação final.”
Este é o resumo da Doutrina Espírita, resultante do ensinamento dado pelos Espíritos superiores.
O Livro dos Espíritos - Introdução - item 6