sábado, 23 de junho de 2012

Alinhamento Galáctico


Por Claudia Lazarotto - Astrologia Kármica.
Na madrugada do dia 20/06 ocorreu o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e de Verão no Hemisfério Norte. Momento extremamente poderoso, completando um quarteto de datas com o Eclipse Solar de 20 de maio, o Eclipse Lunar de 4 de junho e o Trânsito de Vênus em 6 de junho.

Este Solstício é de tamanha relevância, pois ocorre o alinhamento do Sol, (Sistema Solar) com o centro da Galáxia (Via Láctea).

Esta foi e continua sendo uma energia extremamente intensa que incorporará um influxo final de códigos energéticos e possibilitará a liberação de obstruções.


Alinhamento Galáctico.

O alinhamento galáctico em questão é o alinhamento do Sol no Solstício de Inverno de 2012 com o centro da Via Láctea, no Equador Galáctico (linha análoga ao Equador terrestre, que divide a nossa galáxia em duas partes). Um alinhamento com estas características apenas acontece uma vez a cada 26.000 anos e coincide com o fim do calendário de Conta Longa dos Maias.

A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o nosso Sistema Solar. É uma estrutura em espiral constituída por cerca de duzentos bilhões de estrelas e divide-se em seis partes: núcleo, bolbo central, disco, braços espirais, componente esférico e halo.

O núcleo tem a forma de uma esfera achatada e é uma fonte de intensa radiação electromagnética, provavelmente devido à existência de um buraco negro no seu centro. O disco é a parte mais visível da galáxia e é nesta estrutura que repousam os braços da Via Láctea. As estrelas do disco têm um movimento de translação em volta do núcleo, todas as estrelas que observamos no céu nocturno estão localizadas no disco galáctico.

Até 2008 acreditava-se que a Via Láctea possuía 4 braços mas afinal parece que possui apenas dois braços estelares principais: o braço Perseus e o braço Centaurus. Os demais braços foram reclassificados como braços menores ou ramificações. Esses dois braços principais contêm uma enorme concentração de estrelas jovens e brilhantes. Desta forma, a              Via Láctea é classificada como sendo uma galáxia espiral e os seus braços estão em movimento rotatório em torno do núcleo, à semelhança de um grande cata-vento. É no braço menor de Órion que está localizado o nosso sistema solar. O Sol – e com ele o sistema solar - efectua uma rotação completa em torno do núcleo a cada 200 milhões de anos, à velocidade de 225 Km/s, estando localizado a cerca de 27 mil anos-luz do centro galáctico.

A Via Láctea descreve como um todo um movimento de rotação (apesar de os seus componentes não se deslocarem à mesma velocidade) e está inserida no chamado Grupo Local de galáxias, que é constituído por cerca de trinta galáxias; as principais são a Via Láctea e a Andrómeda (estas duas galáxias espirais gigantes orbitam um centro de massa comum).

Em termos de mitologia maia, a Via Láctea representa a Grande Mãe Cósmica, a partir da qual toda a Vida nasceu e o seu centro representa o Útero Cósmico. No interior do Centro Galáctico existe uma nebulosa região escura de pó e nuvens, semelhante a um corredor escuro, conhecido actualmente por Dark Rift e conhecido pelos maias por Xibalba Be ou Caminho Escuro.

Relativamente ao alinhamento há quem defenda que, mais precisamente, o Sol no Solstício de Inverno de 2012 atingirá um determinado ponto no fundo do Dark Rift e parecerá nascer do mesmo, do “Canal de Nascimento Galáctico”. É como se o Sol nascesse de novo do útero cósmico. Para alguns, a constelação de Cygnus é importante neste alinhamento: esta encontra-se localizada no topo do Dark Rift, podendo significar o local do nascimento cósmico.
Este alinhamento pode representar então o Ponto Zero no relógio cósmico, marcando o início de uma nova era evolucionária. Diz-nos que um novo Sol nasce, que um novo ano madruga, que um novo ciclo galáctico começa, que há uma transformação da Terra.
Assim, este Alinhamento Galáctico pode ser antes descrito como um Alinhamento do Sol com o Dark Rift e 2012 indica o ano em que estes estarão alinhados, em conjunto com o fim do ciclo actual de Precessão.

Imaginemos que o Estudo das Eras que conseguimos informações dá-se na Era de Leão 10.300AC ... considerando que estamos no ano 2012CD, ou seja 12 anos,  a ultima vez que Sol passou pelo Dark Rift foi a 2x as Eras que temos conhecimento...

A magnitude deste momento Energético é incomensurável e a melhor maneira de sintonizarmos com ele e aproveitarmos esta energia e focarmos em nossa Essência, em nossa Centelha Divina e deixarmos que o Plano Maior se encarregue deste maravilhoso fluxo de nossa libertação sem nos preocuparmos em fazermos pedidos conscientes que neste momento seriam até pequenos diante da intensidade energética deste Momentum. Alinhemo-nos a Renascimento do Sol e humildemente foquemos em nosso próprio renascimento.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Familiares Divergentes



                Lutas em casa, parentes contrários às nossas idéias – principalmente às idéias espíritas – às vezes com tantos contratempos em nosso desfavor, foram os assuntos que nos oculparam a atenção em nossa reunião. Muitos companheiros opinando e muitos pareceres como que a se contradizerem. Seria justo deixá-los, os familiares divergentes, entregues a si mesmos, pois não nos esposam os pontos de vista? Seria melhor discutir com eles, lutar pela verdade? As trocas de ideias entre nós seguiam esta linha, quando O Livro dos Espíritos nos deu à meditação a questão 221. No término do nosso encontro, Emmanuel, com a pontualidade de sempre, escreveu, mais sobre o tema de nossas conversações do que sobre o tema do livro.


Descrentes Queridos
                               Emmanuel

                Comumente, somos defrontados pelos companheiros marcados por incompreensões do grupo doméstico, em matéria religiosa.
                Aceitam os princípios  do Cristianismo Redivivo, que os entes amados não admitem ainda.
                Regozijam-se na certeza da sobrevivência, além da morte; reconfortam-se no trato com amigos espirituais domiciliados no Mais Além; edificam-se na ideia da reencarnação e compreendem os elevados misteres da mediunidade, mas sofrem o antagonismo de seres estimáveis transitoriamente incapazes de lhes compartilhar o mesmo nível de elevaçºão e progresso.
                Se isso te ocorre na experiência diária, não convertas a luz interior das convicções que te beneficiam em martelo que te espanque a estrutura familiar, comprometendo-lhe a segurança.
                Empenha-te em servir na lavoura da libertação quanto possas; entretanto, se a fé que te orienta é motivo a desajustes crônicos, não abandones os descrentes queridos, a pretexto de exaltar a Obra de Deus.
                Maném o equilíbrio do lar, embora sem qualquer servidão que te anule o pensamento livre, sustentando a tranquilidade dos que te cercam e aplicando em casa, com discrição e silêncio, as lições que te compõem a crença e baseiam os raciocínios.
                Talvés não possas comungar, de imediato, as tarefas renovadoras nas assembléias dos irmãos de trabalho, compromisso, mas podes exercer o dom de crer e servir ao lado da equipe caseira que te pede prática e testemunho.
                País difíceis, em muitos casos, são credores exigentes a te solicitarem o resgate de débitos passados em serviço de renunciação permanente. Esposa e esposo, filhos e filhas, tanto quanto amigos e irmãos não só por vezes te cobram dívidas que ficaram à distância, nas trilhas do espaço e do tempo, como tambem quase sempre são criaturas, às quais prometeste assitência e apoio, antes do berço terrestre, em forna de sacrifício pessoal para se fazerem as criaturas providenciais que podem e devem ser.
                Não menosprezes os familiares que a Lei Divina te confiou.
                Quanto puderes, auxilia-os na compreensão gradativa da evolução e da vida.
                Quando Jesus nos adverte a deixarmos os pais e os entes amados para conseguirmos ser seus descípulos, não nos induzia a abandoná-los e sim nos pedia renunciarmos à felicidade de ser por eles compreendidos, de modo a amá-los, mais profundamente, qual Ele mesmo, o próprio Cristo, nos ama e sempre nos amou.

Do Livro – Caminhos de Volta – 1ª Edição/1975
Autor – Francisco Cândico Xavier/Espíritos Diversos
Editora – Sociedade Civil Editora

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Espíritos Elevados e Espíritos Inferiores


ESPÍRITOS ELEVADOS

Classificamos como elevados os que, encarnados ou desencarnados, revelam noções de fraternidade, conheci­mento, humildade e boa vontade.
São os Espíritos cujos bons sentimentos predominam sobre os maus sentimentos.
São Espíritos ou pessoas nos quais são mais frequen­tes ações elevadas do que as inferiores.
Trabalham e servem, no apostolado cristão, todavia ainda são passíveis de queda.
Em fase de aprendizado edificante, retornarão à Terra, «em cujo seio se corporificarão, de novo, no futuro, através do instituto universal da reencarnação, para o desempenho de preciosas tarefas».
Não podemos exigir deles qualidades que somente transparecem dos Espíritos que já atingiram a sublimação absoluta», pois, conforme acentua Áulus(Instrutor espíritual de andré Luiz, no livro "Nos Domínios da Mediunidade"), guardam ainda consigo probabilidades naturais de desacerto».
Reingressando no vaso físico, sofrer-lhe-ão as limi­tações e podem ser vítimas de equívocos».
Tal observação, considerando o objetivo deste estudo, leva-nos a meditar sobre o erro em que incidem muitos companheiros do nosso movimento ao pretenderem, in­fantilmente, atribuir aos Instrutores Espirituais pleno co­nhecimento de todos os assuntos.
Os Espíritos são, simplesmente, criaturas humanas desencarnadas.
Se dotados de senso de responsabilidade, falarão ape­nas sobre aquilo que se encontra na órbita dos seus próprios conhecimentos.
Não peçamos, pois, aos instrutores aquilo que eles não nos podem dar.

ESPíRITOS INFERIORES

Temos, por fim, os Espíritos que, somente para efeito de estudo, foram classificados como Inferiores.
Considerando a nossa posição espiritual também de­ficitária, o termo mais próprio será “Espíritos menos esclarecidos”, vinculados ainda às paixões do mundo.
Neles a predominância, em toda a linha, é dos sen­timentos inconfessáveis.
Excepcionalmente praticam uma boa atitude, como que a significar que, centelha divina, os princípios supe­riores imanentes aguardam o concurso do Tempo.
Não será o tempo mitológico, que destrói e arruina, mas o Tempo que proporciona ensejo a que o Espírito humano se edifique e alcance, vitorioso, os altiplanos da perfeição.
Os Espíritos inferiores se revelam pelo egoísmo, pela ignorância, pelo orgulho, pela preguiça e pela intempe­rança, em qualquer dos seus aspectos.
São companheiros que necessitam do amparo dos mais esclarecidos.
Não devemos esquecer que os atuais Espíritos ele­vados ou sublimados já passaram igualmente por esse mesmo estágio evolutivo, de inferioridade.
Gandhi e Einstein, Francisco de Assis e Sócrates foram, também, na recuada noite dos milênios, criaturas ignorantes.
Sob o impulso inelutável do progresso, lei que abran­ge todos os seres, acumularam expressivas energias no misterioso mundo de suas individualidades eternas, para se erguerem, afinal, como verdadeiras estátuas de luz.
Os Espíritos inferiores de hoje precisam, pois, do braço amigo dos vanguardeiros do Bem, a fim de que sejam, amanhã, almas redimidas e sublimadas.
O criminoso de ontem é o santo de hoje.
O celerado de hoje será, amanhã, abençoado anjo.
Se em nossos trabalhos mediúnicos recebemos com alegria a visitação dos Espíritos elevados, não deve ser menor o nosso júbilo quando baterem à porta dos agru­pamentos mediúnicos, através de incorporação turbulenta ou dolorosa, irmãos que ainda perambulam nas regiões de sombra e aflição.
A ironia e o menosprezo não podem nem devem fazer parte do programa assistencial mediúnico.
Maltratar ou ironizar um Espírito sofredor ou endu­recido é tão condenável e antifraterno quanto recusar­mos, em nossa porta, o pedaço de pão ao faminto ou o copo de água ao sedento.
O serviço mediúnico é, a nosso ver, sementeira de esclarecimento.
Os atormentados de todos os matizes devem encon­trar, nas tarefas mediúnicas, em toda a sua plenitude, a consoladora promessa de Jesus.
«Vinde a mim, ó vós que vos achais aflitos e sobre­carregados, eu vos aliviarei.»

Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva

Lei do Progresso



      Sem a preocupação de descermos a pormenores, fa­remos neste capítulo uma síntese da escala evolucional dos Espíritos.
           Com este objetivo, organizamos o seguinte gráfico:

           CATEGORIA DOS ESPÍRITOS:
                            {Sublimados à {Notável superioridade moral e intelectual.
                            {Elevados      à {Fraternidade, conhecimento, humildade, boa vontade.
                            {Inferiores     à {Egoísmo, orgulho, preguiça, maldade.
      
   Espíritos sublimados serão aqueles que se revelam possuidores de notável superioridade moral e intelectual, denotando plenitude espiritual, harmonia com a Lei.
 Encarnados ou não, transitam pelos caminhos do mundo à maneira dos sóis que refulgem nos planos si­derais.
São muito raros e irradiam bondade e compreensão, sabedoria e amor, revelando-se capazes dos maiores sa­crifícios a benefício da felicidade alheia.
Serão, evidentemente, os poucos missionários cuja vida apostolar se destaca da vulgaridade terrestre.
 Recentemente o mundo conheceu um desses subli­mados Espíritos na pessoa do Mahatma Gandhi, cujo extremado amor à Humanidade foi algo de extraordiná­rio e sublime.
 A nossa geração deve sentir-se honrada em ter res­pirado o mesmo oxigênio que o excepcional líder espiri­tual respirou.
Biografado por escritores e jornalistas, em todos os lances de sua vida apostolar está aquele sentido cristão da fraternidade que poucas criaturas possuem.
 Era simples e bom, com espontaneidade.
 São de Gandhi as seguintes palavras, reveladoras do seu elevado altruísmo:
«Detesto os privilégios e monopólios. O que não pode ser de todos, não o quero para mim.»
Muito poucas pessoas, no mundo inteiro, podem pro­ferir com real e efetiva sinceridade tais palavras.
Soltá-las ao vento é muito fácil; senti-las, entre­tanto, é assaz difícil.
 Se Gandhi assim falou, assim viveu e assim morreu.
 Haja vista o misérrimo patrimônio material que legou aos familiares ao cair morto ante as balas de Nathuran Vignayt Godse: uma caneta-tinteiro, um relógio de pul­so e a paciente cabra que lhe fornecia o leite indispen­sável à alimentação.
Ao lado, entretanto, de tão irrisório patrimônio dei­xou o Mahatma Gandhi o mais rico e extraordinário exemplo de como se deve conduzir o cristão, no sentido mais amplo que essa palavra possa ter, a indicar à Hu­manidade os iluminados rumos da fraternidade.
Cristo, pedra angular da civilização do porvir, teve em Gandhi um grande discípulo, exemplificador de sua Doutrina.
De outra vez dissera:
«Minha alma não terá paz enquanto for testemunha impotente duma só injustiça ou duma só miséria.»
O extraordinário chefe espiritual da Índia porfiou, incessantemente, para que milhões de compatriotas seus tivessem um pouco de felicidade.
Dava de si, antes de pensar em si mesmo.
Lutou sempre para que todos os desgraçados tives­sem direito a um lugar ao Sol.
Referindo-se às suas futuras reencarnações (Gandhi acreditava nas vidas sucessivas), afirmou:
«Não desejo voltar a esta vida; mas, se tiver de renascer, peço a Deus que me faça um pária. Que possa compartilhar de seus sofrimentos e humilhações, e que me seja dado libertar-me a mim e a eles de tão miserá­vel condição.»
De Gandhi disse Einstein, outro sublimado Espírito que vem de retornar, também, à Pátria Sideral:
«Dificilmente as gerações do futuro acreditarão que passou - pelo mundo, em carne e osso, um homem como Gandhi.»
Espírito sublimado será todo aquele que superar as limitações humanas.
Aquele que, harmonizando-se com a Lei, adquirir a plenitude espiritual.
O Espírito sublimado irradiará sempre, em todas as circunstâncias, sabedoria e misericórdia.
Gandhi pode, sem dúvida, figurar entre os raros Es­píritos que têm palmilhado, sublimadamente, as estradas da Terra.

Do Livro: Estudando a Mediunidade
Autor: Martins Peralva

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Palavra atual de Eurípedes Barsanulfo


Aos irmãos de doutrina,


       Recomendo a leitura da mensagem abaixo ditada pelo espírito  de Eurípedes Barsanulfo, sobre o momento atual do nosso país e do mundo.
       Peço a gentileza de repassarem a suas redes de relacionamento, e envolvam em suas preces todos os governantes, legisladores e população em geral, auxiliando a melhoria da psicosfera mental neste momento importante. 

Irmãos queridos: 



          Diante dessa crise que se abate sobre o nosso povo, face a essa onda de pessimismo que toma conta dos brasileiros, frente aos embates que o país atravessa, nós, os seus companheiros, trazemos na noite de hoje a nossa mensagem de fé, de coragem e de estímulo. Estamos irradiando-a para todas as reuniões mediúnicas que estão sendo realizadas neste instante, de norte a sul do Brasil. Durante vários dias estaremos repetindo a nossa palavra, a fim de que maior número de médiuns possa captá-la. Cada um destes que sintonizar nesta faixa vibratória dará a sua interpretação, de acordo com o entendimento e a gradação que lhe forem peculiares. 
          Estamos convidando todos os espíritas para se engajarem nesta campanha. Há urgente necessidade de que a fé, a esperança e o optimismo renasçam nos corações. A onda de pessimismo, de descrédito e de desalento é tão grande que, mesmo aqueles que estão bem intencionados e aspirando realizar algo de construtivo e útil para o país, em qualquer nível, vêem-se tolhidos em seus propósitos, sufocados nos seus anseios, esbarrando em barreiras quase intransponíveis. 
          É preciso modificar esse clima espiritual. É imperioso que o sopro renovador de confiança, de fé nos altos destinos de nossa nação, varra para longe os miasmas do desalento e do desânimo. É necessário abrir clareiras e espaços para que brilhe a luz da esperança. Somente através de esperança conseguiremos, de novo, arregimentar as forças de nosso povo sofrido e cansado. 
          Os espíritas não devem engrossar as fileiras do desalento. Temos o dever inadiável de transmitir coragem, infundir ânimo, reaquecer esperanças e despertar a fé! Ah! a fé no nosso futuro! A certeza de que estamos destinados a uma nobre missão no concerto dos povos, mas que a nossa vacilação, a nossa incúria podem retardar. Responsabilidade nossa. Tarefa nossa. Estamos cientes de tudo isto e nos deixamos levar pelo desânimo, este vírus de perigo inimaginável. 
          O desânimo e seus companheiros, o desalento, a descrença, a incerteza, o pessimismo, andam juntos e contagiam muito sutilmente, enfraquecendo o indivíduo, os grupos, a própria comunidade. São como o cupim a corroer, no silêncio, as estruturas. Não raras vezes, insuflado por mentes em desalinho, por inimigos do progresso, por agentes do caos, esse vírus se expande e se alastra, por contágio, derrotando o ser humano antes da luta. Diante desse quadro de forças negativas, tornam-se muito difíceis quaisquer reações. Portanto, cabe aos espíritas o dever de lutar pela transformação deste estado geral. 
          Que cada Centro, cada grupo, cada reunião promova nossa campanha. Que haja uma renovação dessa psicosfera sombria e que as pessoas realmente sofredoras e abatidas pelas provações, encontrem em nossas Casas um clima de paz, de otimismo e de esperança! Que vocês levem a nossa palavra a toda parte. Aqueles que possam fazê-lo, transmitam-na através dos meios de comunicação. Precisamos contagiar o nosso    Movimento com estas forças positivas, a fim de ajudarmos efetivamente o nosso país a crescer e a caminhar no rumo do progresso. 
          São essas forças que impelem o indivíduo ao trabalho, a acreditar em si mesmo, no seu próprio valor e capacidade. São essas forças que o levam a crer e lutar por um futuro melhor. Meus irmãos, o mundo não é uma nau à matroca. Nós sabemos que “Jesus está no leme!” e que não iremos soçobrar. Basta de dúvidas e incertezas que somente retardam o avanço e prejudicam o trabalho. Sejamos solidários, sim, com a dor de nosso próximo. Façamos por ele o que estiver ao nosso alcance. Temos o dever indeclinável de fazê-lo, sobretudo transmitindo o esclarecimento que a Doutrina Espírita proporciona. Mas também, que a solidariedade exista em nossas fileiras, para que prossigamos no trabalho abençoado, unidos e confiantes na preparação do futuro de paz por todos almejado. E não esqueçamos de que, se o Brasil “é o coração do mundo”, somente será a “pátria do Evangelho” se este Evangelho estiver sendo sentido e vivido por cada um de nós”.

Eurípedes Barsanulfo
Mensagem recebida no Centro Espirita “Jesus no Lar”
Medium - Suely Caldas Schuber

quarta-feira, 6 de junho de 2012

A COROA

“E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.”
— (MARCOS, capítulo 15, versículo 17.)


Quase incrível o grau de invigilância da maioria dos discípulos do Evangelho, na atualidade, ansiosos pela coroa dos triunfos mundanos.
Desde longo tempo, as Igrejas do Cristianismo deturpado se comprazem nos grandes espetáculos, através de enormes demonstrações de força política. E forçoso é reconhecer que grande número das agremiações espiritistas cristãs, ainda tão recentes no mundo, tendem às mesmas inclinações.
Individualmente, os prosélitos pretendem o bem-estar, o caminho sem obstáculos, as considerações honrosas do mundo, o respeito de todos, o fiel reconhecimento dos elevados princípios que esposaram na vida, por parte dos estranhos. Quando essa bagagem de facilidades não os bafeja no serviço edificante, sentem-se perseguidos, contrariados, desditosos.
Mas... e o Cristo? não bastaria o quadro da coroa de espinhos para atenuar-nos a inquietação?
Naturalmente que o Mestre trazia consigo a Coroa da Vida; entretanto, não quis perder a oportunidade de revelar que a coroa da Terra ainda é de espinhos, de sofrimento e trabalho incessante para os que desejem escalar a montanha da Ressurreição Divina.
Ao tempo em que o Senhor inaugurou a Boa Nova entre os homens, os romanos coroavam-se de rosas; mas, legando-nos a sublime lição, Jesus dava-nos a entender que seus discípulos fiéis deveriam contar com distintivos de outra natureza.


Crônica do Livro Caminho, Verdade e Vida
Autores: Fancisco Candido Xavier e Emmanuel

Estamos vendo a quantidade de igrejas cristãs, que a cada dia inunda o mundo.
Seus pastores e evangelicos, que a cada dia, tem mostrado menos transformação de si mesmos e muito mais falatório para os fieis.
Não devemos esquecer, que ainda estamos em tempos que a Coroa do Mundo, como nos ensinou Jesus, não deixou de ser de espinhos, de sofrimento e trabalho incessante para ultrapassar a montanha de iniquidade e animalidade que insiste em fazer parte de nós e que, cada vez mais, se revela mais feroz.

sábado, 28 de abril de 2012

Anseio de Comunicação

          Todos nós temos ansiado por uma comunicação dos entes queridos, que já estão de volta ao Plano Espiritual.
          Como facilitar esse intercâmbio e de que maneira manter acesa a chama do amor entre nós e os que nos precederam nessa jornada?
          Realmente é assunto que nos transcende, mas hoje com toda a informação que temos dentro da Doutrina Espírita, podemos ficar mais tranquilos porque os amigos de Paz e de Luz tem nos trazido várias formas de continuarmos nos comunicando com esses nossos familiares e amigos queridos do nosso coração.
          Um desses amigos, o Dr. Bezerra de Menezes, tem nos informado de maneira exaustiva quanto a esse concurso e mais uma vez nos trouxe palavras de franco consolo para que possamos está seguros de que eles nos ouve e estão conosco a cada instante de nossas vidas.
          Fala-nos o Dr. Bezerra de Menezes pela instrumentalidade de Francisco Cândido Xavier:

INTERAÇÃO

          Comumente indagais pelo modo de vos identificardes com os seres queridos que vos antecederam na viagem para a Grande Renovação.
          Entendamos.
          O Mais Além não é tão longe do vosso campo de experiência e aqueles a quem, na Terra, impropriamente categorizamos por "desaparecidos" não se encontram assim tão "ausentes".
          Achamo-nos todos interligados, nas mesmas esperanças e realizações.
          Se chorais os que partem do mundo, quase sempre os que partem do mundo lastimam os que ficam nele.
E a sede do reencontro é o laço a que nos prendemos reciprocamente, apesar das dimensões diferentes de matéria em que nos fixamos.
          Fácil entender, assim, que conseguireis desfrutar a convivência com os entes queridos, já desenfaixados do envoltório físico, pelo cultivo dos ideais e atividades a que se afeiçoam ou dos quais pretendem a desejada iniciação.
          Se quase todos nós, quando no mundo, nos observamos inaptos para a Vida Espiritual, os que começam a trabalhar por ascensão e melhoria, na Vida Espiritual, ainda se encarceram mentalmente nos propósitos e lembranças do campo terrestre, necessitando - quantos de nós! - prosseguir na aquisição de méritos para o acesso a estágios superiores de evolução.
          Se vos propondes, dessa forma, ao convívio mais direto com as criaturas queridas domiciliadas no Mais Além, ofertai a elas os vossos braços a serviço da fraternidade e do entendimento.
          Associai-vos com os entes inesquecíveis nas tarefas do bem puro e simples, considerando-se que o bem será sempre, nos fundamentos da vida, o bem que pudermos criar no amparo aos outros, de vez que unicamente a felicidade que fizermos, em favor do próximo, reverterá para nós, no tempo, a fim de ser a nossa própria felicidade.
          Em síntese: doai àqueles a quem consagrais vosso afeto o melhor de vossas forças para a edificação do Mundo Mais Feliz e reconhecereis que todos estarão mais profundamente vinculados ao vosso amor, sustentando-vos, cada vez mais seguramente, para o reencontro em Plano Maior e Melhor, na conquista da alegria sem pausa e da união para sempre.

                                                                             * * *

          Esta carta foi psicografada há 38 anos e ainda hoje em plena segunda década do 3º milénio, temos dificuldades de perceber a existência de nossos entes queridos ao nosso lado.
          Ainda vemos espetáculos em círculos igrejeiros, falar de espíritos maliguinos, belzebú, satanás, etc... sem perceberem que estão falando de seus entes queridos, que tentam aproximar-se, de qualquer maneira, para nos alertar, dos caminhos que estamos seguido, levando a nossa vida para um abismo sem fim; as vezes, processos, que levará séculos, para resgatarmos novamente uma consciência equilibrada na qual, estamos todos, no presente momento.
          Que Deus, nosso Pai, nos assegure campos seguros para nossa tarefa diária.

Bibliografia: Caminhos de Volta, psicografia de Francisco Cândido Xavier/Espiritos Diversos

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Mais Caridade

A Questão da Caridade

          Certa feita, antes da reunião, so amigos e convidados que chegavam aos montes na casa do grande Médium Chico Xavier, lá em Uberaba pelo ano de 1974/75, comentava-se sobre os problemas da caridade no mundo contemporâneo. Vários companheiros afirmavam que o progresso da economia afastaria a penúria da Terra. Ouros se reportavam a congresso recentemente realizado no Exterior para resolver os problemas da fome. Naquele ano de 1974, foi realizado em Roma, o congresso da FAO.
          Em pleno assunto, todos foram chamados às tarefas marcadas. E após a costumeira prece, O Evangelho Segundo o Espiritismo trouxe a público para estudo o item 10 do capítulo XV. Após os comentários gerais eis que surge o mentor espíritual de Chico, Emmanule, analisando o tema e que referenciou no papel pela psicografia do médium a pagina "Mais Caridade" e que nos remete assim:

                                                                          * * *

          Não digas que a prosperidade material, só por si, afastaria do mundo o ministério da caridade.

          Não obstante o progresso tecnológico, que vai descobrindo novos processos de solução aos problemas do Plano Físico, a renovação plenetária como que nos exige na Terra, mais caridade, à vista dos novos necessitados que repontam hoje de todas as procedências.

          Deixa que o coração se te enterneça e vê-los-ás sem dificuldade: os que não se ajustaram aos impactos, por vezes cruéis da evolução e choram inibidos nas retaguardas;

          os que se viram obrigados à repentina desvinculação dos entes queridos e sofrem aflitivas sensações de abandono;

          os que não puderam compreender a transformação dos familiares, frequentemente chamados a experiências difíceis e se marginalizam em desespero;

          os que acreditaram em felicidade sem deveres e se encarceraram em sombrios cativeiros de espírito;

          os que se amedrontaram perante os encargos da vida e se extraviaram no parque dos medicamentos de misericórdia que a Divina Providência reservou aos doentes graves;

          os que se isolaram emtrincheiras amoedadas, caindo em tédio e desalento;

          os que foram entregues, desde o berço, à falsa liberdade, adormecendo em perigosos enganos e despertaram, sem qualquer defesa intíma, nos pesadelos de passadas reencarnações;

          os que agonizam com todos os recursos da assistência remunerada, suspirando por algum apoio espiritual que os auxilie para a Grande Mudança;

          os que converteram alegria e lazer em remorso e arrependimento;

          e aqueles outros muitos que não encontraram o valor da dificuldade e do sofrimento e armam-se contra si próprios, nas labirintos da autodestruição.

                                                                          * * *

          Não digas que o progresso possa realizar a supressão da caridade, porque, em qualquer parte do Universo, onde se destaque essa ou aquela necessidade da vida, a caridade surgirá sempre por presença de Deus. 


Do Livro: Caminhos de Volta
Autor: Francisco Cândido Xavier/Espiritos Diversos

segunda-feira, 23 de abril de 2012

MEDITAÇÃO

                                                               MEDITAÇÃO


                          Sou filho de Deus e herdeiro da Criação.
                          O Amor, divina luz, fulgura em mim.
                          Meus pensamentos renovam-me em ação incessante.
                          Cresço para a perfeição com o meu trabalho de cada dia.
                          Respiro em comunhão com a vida infinita.
                          Vivo entre meu Pai e meus irmãos, no silêncio e na atividade.
                          Valho-me do discernimento para encontrar a verdade pela porta do bem.
                          Estou aprendendo a encontrar a Infinita Sabedoria em todas as situações, seres e coisas do meu caminho.
                          Minha vontade é a minha bússola no mar da experiência.
                          Procuro no próximo a melhor parte.
                          Esqueço todo o mal.
                          Recebo as dificuldades como lições.
                          Transformo-me naquilo que imagino.
                          Reconheço que devo render culto a Providência Divina, servindo aos outros.
                          A alegria é o meu clima.
                          A confiança é o meu processo de realizar.
                          Teço invisíveis laços para a materialização dos meus desejos.
                          Todas as criaturas me ensinam algo de belo e útil.
                          Agir para o bem fazer é a minha obrigação incessante.
                          Em Deus tudo posso.

terça-feira, 17 de abril de 2012

HOMENAGEANDO O LIVRO DOS ESPÍRITOS


Cessaram, por fim, as lutas fratricidas, desencadeadas pela Revolução de 89 e as que o
Terror houvera insculpido em forma de marcas terríveis no organismo da sociedade, abrindo
espaço para o vandalismo que pretendera expulsar Deus da França...
Apesar disso, os direitos do homem surgiram das derrotadas ambições apaixonadas dos
grupos hostis, fazendo tremular nos altiplanos do pensamento a mensagem de esperança para as
criaturas.
As tubas guerreiras também silenciaram por um momento, quando o Corso se fez coroar
imperador, na Catedral de Notre-Dame, no dia 2 de dezembro de 1804, ao som comovido do coral
de duzentas vozes que entoava Pompa e circunstância, especialmente composta para a festividade,
à qual comparecera o Papa Pio VII.
O século das luzes raiava então sob claridades diamantinas e as hostes do Consolador
utilizaram-se da ocasião, a fim de que mergulhassem na névoa carnal os Espíritos de escol,
encarregados de resgatar o progresso da Humanidade e de promover a felicidade dos seres.
Dois meses antes, no silêncio natural que a trégua das belicosidades facultara, reencarnou-se o mártir de Constança, que retornava das cinzas da fogueira hedionda em que tivera o corpo
consumido em 1415, para instaurar a Era Nova, nas roupagens de Allan Kardec.
Cientistas destinados a desalgemar as pesquisas dos rigores da escravidão religiosa; filósofos designados para ampliar as áreas do pensamento obscurecido pela ignorância; artistas com
propósitos de estabelecer o romantismo, e mais tarde quebrarem as frias linhas do rígido
academicismo; religiosos enobrecidos pelo exemplo, incumbidos de libertar o Cristianismo das
aberrações dogmáticas; fisiologistas e psiquiatras com domínio do conhecimento mais profundo do
ser, programados para desempenhos da sua dignificação como da diminuição dos seus sofrimentos;
investigadores da vida nas suas várias expressões, com tarefas de decifrar o microcosmo e a vida
bacteriana, assim como outros heróis da evolução, desceram ao círculo de sombras do mundo, para
preparar e estabelecer a Nova Era, na qual o pensamento do Cristo penetraria a razão e se firmaria
na conduta dos indivíduos, facultando o surgimento de uma Ciência de observação, cujos
paradigmas especiais estabeleceriam uma Filosofia de comportamento moral e religioso compatível com o desenvolvimento intelectual do ser humano e da sociedade.
Nesse campo rico de sementes de luz, que germinavam em abençoada seara, Allan Kardec
apresentou O Livro dos Espíritos, no dia 18 de Abril de 1857.
Na Paris de então, quando as idéias surgiam pela alvorada, amadureciam ao meio-dia e
feneciam ao entardecer, o conteúdo desse livro magistral fincou bases duradouras e enfrentou os
aranzéis costumeiros, permanecendo irretocável pelos tempos do porvir.
Apresentando, por primeira vez, uma fé racional, que pode enfrentar a razão em todas as
épocas da Humanidade, portanto, legítima, os seus ensinamentos têm a ver com os mais diferentes
ramos da Ciência, propondo uma nobre Filosofia espiritualista, rica de otimismo e bem-estar, cujos
alicerces se fundam na ética-moral proposta por Jesus.
Enquanto desvitalizadas, as doutrinas religiosas do passado ofereceram seiva ao materialismo que trombeteava as suas vanglórias embora de curta duração, o Espiritismo veio para iluminar e acalmar as consciências em sombras e tormentos, propondo o modelo do homem de bem, ideal, que se faz construir com os equipamentos do amor, do conhecimento e da experiência em torno da própria imortalidade.
Estudando Deus e o Infinito, a matéria e o Espírito, a Criação, o princípio vital, as causas dos
sofrimentos, a encarnação, a desencarnação e a reencarnação, aprofunda análise em torno do
intercâmbio espiritual, dos fenômenos que dizem respeito ao sonambulismo e ao êxtase, ao sono e
aos sonhos, às Leis que regem a vida, às esperanças e consolações, revelando-se como a maior
síntese do pensamento a respeito do Universo, da vida, dos seres e da sua evolução, causando
impacto cultural e firmando novos conceitos nas páginas vivas da História, marco decisivo para a
transformação que começou a operar-se no planeta terrestre.
Antes desse livro incomum, obras demarcatórias dos períodos de cultura, ética e civilização
abriram espaços especiais para o pensamento.
Reconhecendo-lhes o valor e a oportunidade quando foram apresentadas, O Livro dos
Espíritos é a ponte entre o passado e o futuro, num ininterrupto presente, no qual o conhecimento
em evolução encontra as causas que o explicam nas várias expressões em que se revela.
Avançando com o progresso, suas lições não foram ultrapassadas, antes têm sido
confirmadas em profundidade e significado, preenchendo as lacunas existentes a respeito da
causalidade do Universo e da Criação.
Linha mestra da Doutrina Espírita, dele se derivam as quatro outras Obras que formam o
edifício cultural do Espiritismo, tornando-se fonte inexaurível de sabedoria e de conforto, dantes
jamais encontrada em algum outro conhecido.
Na atualidade, cento e cinquenta e cinco anos transcorridos, após acompanhar a evolução da Física newtoniana para nuclear e quântica; da Biologia para a exuberante Embriogenia; da nascente
eletricidade para a eletrônica; da Química para as extraordinárias análises radioativas; dos
fenômenos psíquicos para os parapsicológicos, psicobiofísicos, psicotrônicos e da transcomunicação
instrumental; das viagens de tração animal, a motor de explosão para as conquistas da astronáutica;
do telégrafo a fio para as telecomunicações; do fonógrafo incipiente para as técnicas da digitação,
somente têm sido confirmadas suas teses, algumas das quais ínsitas nas suas páginas com admirável
antecedência e precisão...
Enfrentando as teorias de Charles Darwin, de Spencer, de Russel Wallace - que se tornou
espírita -, de Schopenhauer, de Nietzsche, de Kant, do marxismo, do niilismo, as hecatombes das
duas guerras mundiais, a decadência da fé religiosa, tem sustentado o seu arquipélago doutrinário
com equilíbrio, deslumbrando as mentes de ontem como as de hoje pela força das suas
conceituações e exatidão dos seus postulados, engrandecendo-se mais ainda ao exaltar Jesus como o guia e modelo da Humanidade, o ser mais perfeito que Deus ofereceu ao homem.
Profundamente agradecido a Allan Kardec, o eminente Codificador do Espiritismo,
homenageamos O Livro dos Espíritos pelo transcurso do seu centésimo quinquagésimo quinto aniversário de publicação, exorando as bênçãos de Deus para que o seu fanal seja alcançado, qual o de construir o homem feliz do futuro, livre da dor e das paixões envilecedoras.

                                                                                                                                                       VIANNA DE CARVALHO
__________
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, em 3-2-1997, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador - BA.)